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Por Redação
20 de junho de 2026
O motorista acusado de provocar um acidente que matou quatro integrantes de uma mesma família na MT-208, entre Alta Floresta e Paranaíta, continuará preso preventivamente. A decisão foi mantida pela Justiça de Mato Grosso, que também confirmou para o dia 8 de julho o julgamento do réu pelo Tribunal do Júri da Comarca de Alta Floresta.
O acusado responderá por quatro homicídios simples com dolo eventual, quando assume o risco de causar o resultado. O caso ocorreu em maio de 2020 e teve grande repercussão na região norte do Estado.
A decisão foi proferida pela juíza Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa. Conforme os autos, a manutenção da prisão preventiva levou em consideração a gravidade dos fatos e o histórico de descumprimento de medidas judiciais atribuídas ao réu.
Entre os registros apontados no processo estão diversas violações das condições impostas durante o monitoramento por tornozeleira eletrônica, além de episódios em que o acusado teria sido flagrado consumindo bebidas alcoólicas em locais públicos durante período de recolhimento domiciliar. Também consta nos autos a condução de veículo automotor mesmo com o direito de dirigir suspenso.
Na decisão, a magistrada destacou que a medida busca preservar a ordem pública diante das circunstâncias do caso, que resultou na morte de quatro pessoas, incluindo duas crianças.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o acidente ocorreu em 3 de maio de 2020. O motorista conduzia uma caminhonete VW Amarok quando teria realizado uma ultrapassagem em local proibido, colidindo frontalmente com um Renault Sandero.
A acusação sustenta ainda que ele dirigia sob efeito de álcool no momento da colisão.
Morreram no acidente Jacinto Faquinello, de 50 anos, Elizandra Aparecida de Freitas, de 34 anos, além de um menino de 7 anos e uma menina de 9 anos, que estavam no veículo atingido.
Após o acidente, o acusado foi preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória mediante monitoramento eletrônico durante o período da pandemia da Covid-19. Em 2022, a Justiça decretou novamente sua prisão preventiva após apontamentos da Polícia Civil sobre supostos descumprimentos das medidas cautelares.
O réu chegou a obter liberdade por decisão liminar em habeas corpus, posteriormente revogada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após deixar o sistema prisional, passou a ser considerado foragido e foi localizado e preso pela Polícia Civil em janeiro de 2023, no município de Sinop.